Curso de Extensão: “Roma Aeterna, decadência ou novos caminhos: Leituras interdisciplinares”
Cronograma
Horário: 14h às 16h
Palestras do Mês de Setembro
Dia 18 (Sala 501-C)
As matrizes historiográficas sobre o Baixo Império: algumas reflexões
Norma Musco Mendes (História / UFRJ)

Dia 10 (Sala 501-C)
“De Ciuitate Dei”, a Cidade Antiga na aurora da teologia política tardo-antiga e cristã: Santo Agostinho, Testemunha e Teólogo da “Queda de Roma” ( 421 d.C.)
Pedro Paulo Alves dos Santos (Letras / UNESA)

Dia 15 (Sala 501-C)
Império Romano sécs IV e V: decadência ou início de uma Nova Era?
Cláudio Umpierre Carlan (História / UNIFAL – MG)

Dia 17 (Sala 501-C)
A dialética de Vergílio em Calpurnio Sículo
Leonardo Ferreira de Almeida (Letras / UFF)

Dia 22 (Sala 501-C)
Qual Roma? Antiguidade Tardia, a história de um conceito
Manuel Rolph De Viveiros Cabeceiras (História / UFF)

Dia 24 (Sala 214-C)
Sob o Signo da Cruz: a Igreja e o latim clássico
Antonio Marcos Pimentel (Letras / UFF)
(transferida para o dia 12 de novembro de 2009, sala 405, bloco B)

Dia 29 (Sala 501-C)
Vegécio e o De Re Militari – tradição e inovação na estrutura bélica de Roma no século IV
Álvaro Alfredo Bragança Junior (Letras / UFRJ)

Palestras do Mês de Outubro
Dia 01 (Sala 501-C)
Ísis – Encantos e metamorfoses de uma deusa egípcia na Roma Antiga
Nathália Esteves da Silva (Letras / UFF)

Dia 06 (Sala 501-C)
Clóvis, rei bárbaro ou um “novo Constantino”? A Gália merovíngia e o mundo romano
Edmar Checon de Freitas (História / UFF)

Dia 08 (Sala 501-C)
O discurso do “exílio” de Rutilius Namatianus
Livia Lindóia Paes Barreto (Letras/ UFF)

Dia 13 (Sala 501-C)
O discurso fabulístico de Fedro e Aviano: conflitos e percepções da sociedade romana
Ana Thereza Basílio Vieira (Letras / UFRJ) &
Jefferson Roosevelt Ferreira de Souza (Letras / UFRJ)

Dia 20 (Sala 501-C)
Eros e Romance: reflexões sobre o Asno de Ouro de Apuleio
Arlete José Mota (Letras / UFRJ) &
Carlos Henrique Santos Figueiredo (Letras / UFRJ)
(transferida para o dia 17 de novembro de 2009, sala 212, bloco C)

Dia 22 (Sala 501-C)
Tradição e Inovação no Rapto de Prosérpina de Claudiano
Paula Brauner (Letras / UFPel)

Dia 27 (Sala 501-C)
A Antiguidade na Arte da Idade Média
Manan Terra Cabo (História da Arte / UERJ)

Dia 29 (Sala 501-C)
Os Caminhos da Arte na Antiguidade Tardia
Evelyne Azevedo (História da Arte / UERJ)

Palestras do Mês de Novembro
Dia 03 (Sala 501-C)
A Roma de Gregório Magno, Servus Servorum Dei: primeiras reflexões.
Maria Eugênia de Mattos Lucksinger (História / UFAM)

Dia 05 (Sala 501-C)
A Roma de Gregório Magno, Servus Servorum Dei: segundas reflexões.
Maria Eugênia de Mattos Lucksinger (História / UFAM)

Dia 10 (Sala 212-C)
Entre o Mundo Antigo e o Mundo Moderno: o Medievo Latino
Guido Alberto Bonomini (Letras / UFF)

ACONTECERAM: RESUMOS
PALESTRA DE ABERTURA (08/09/2009)
As matrizes historiográficas sobre o Baixo Império: algumas reflexões
Profª Drª Norma Musco Mendes (UFRJ)
Exposição e análise das principais explicações sobre a desestabilização do Império Romano com o objetivo de refletir sobre os fatores que teriam provocado o “colapso” do sistema de domínio imperial romano.
2ª PALESTRA (10/09/2009)
“De Civitate Dei”, a Cidade Antiga na aurora da teologia política tardo-antiga e cristã: Santo Agostinho, Testemunha e Teólogo da “Queda de Roma” (421 d.C.)
Prof. Dr. Pe. Pedro Paulo Alves dos Santos (UNESA)
A crise do Império Romano, com o fim da política da pax romana, em 410, o assalto a Roma por Alarico, permitirá ao Cristianismo ‘pós-constantiniano’ forjar sua “forma ocidental e latina”, que plasmará toda a Idade dita Medieval. Mas não sem um preço bem determinado: a era dos ‘assaltos’ bárbaros legou a este momento histórico uma dura herança que, generalizada, obteve para a Idade Média o termo ‘obscuro’. A theologia politica de Santo Agostinho, em De Civitate Dei (séc. V) é um marco historiográfico de construção das estratégias da nova religião ‘imperial’, que através da ‘escatologia’ (teologia do tempo histórico) sanciona o fim da antiga Cidade, como emancipação do paganismo (MARAFIOTI, 2002). De fato, nesta obra imensa S. Agostinho se empenhou em um cerrado diálogo com a cultura de seu tempo, confrontando os vários setores do conhecimento humano entre si e com a Mensagem do Evangelho, tendo com o finalidade denunciar com lógica inexorável a insuficiência de um saber longínquo de Deus, valorizando todos os elementos de verdade, mesmo os mínimos, encontrados na pesquisa dos seculares e úteis para compreender melhor a Fé (SIMONETTI, 1996).
3ª PALESTRA (15/09/2009)
Império Romano, séculos IV e V: decadência ou início de uma Nova Era?
Prof. Dr. Cláudio Umpierre Carlan (UNIFAL–MG)
Análise das questões políticas relativas ao mundo romano durante o governo de Constantino I o Grande a partir do estudo das moedas cunhadas no período e de seu uso como instrumento de propaganda e de legitimização do poder imperial.
4ª PALESTRA (17/09/2009)
A dialética de Vergílio em Calpurnio Sículo
Leonardo Ferreira de Almeida (UFF)
dia 22 de setembro (Sala 501-C)
Qual Roma?
Antiguidade Tardia, a história de um conceito
Prof. Me. Manuel Rolph Cabeceiras (UFF)
Associação e distinção entre cultura e política nos modelos explicativos sobre a desagregação do Império Romano. As imagens interpretativas e o mito de Roma. A ideia de Antiguidade Tardia e a proposta de uma nova Roma: percurso e significado historiográfico.
dia 24 de setembro (Sala 214-C)
Sob o Signo da Cruz: a Igreja e o latim clássico
Prof. Me. Antonio Marcos Pimentel (UFF)
Com o crescimento do Cristianismo nos primeiros séculos de nossa Era, também a Igreja Católica se organiza enquanto instituição, lastreada por uma grande quantidade de textos que formam o cânone fundamental da teologia cristã. Além desses textos fundamentais, outros textos de exaltação e profissão de fé cristã foram escritos fora dessa organização institucional e ortodoxa ainda em construção, de uma autonomia religiosa quase (e muitas vezes inteiramente) pagã. A língua utilizada para estas duas vertentes de textos-base da Igreja Católica foi, como se sabe, o latim, mas um latim que já não era clássico e que já não atendia mais a certas necessidades culturais, e sim às novas necessidades da mentalidade cristã. Entre o latim clássico e o latim medieval, a Antiguidade Tardia Cristã escreveu um latim de características próprias, que conseguiu se dissociar linguística e semanticamente do primeiro e, ao mesmo tempo, não constituiu um estilo posteriormente consagrado pelo segundo. Neste trabalho, examinaremos alguns textos dessa época sob o ponto de vista morfossintático, privilegiando o debate sobre a questão da História de Mentalidades e a sua relação com a evolução linguística, no caso, do latim.